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Paraná, Brazil
“Jovem, aproveite a sua mocidade e seja feliz enquanto é moço. Faça tudo o que quiser e siga os desejos do seu coração. Mas lembre de uma coisa: Deus o julgará por tudo o que você fizer. Não deixe que nada o preocupe ou faça sofrer, pois a mocidade dura pouco.” [Eclesiastes 11.9]

domingo, 30 de outubro de 2011

Mas afinal, quem foi Lutero?


Martinho Lutero nasceu no dia 10 de novembro de 1483 em Eisleben, Alemanha. Preocupado com a salvação, o jovem Martinho Lutero decidiu tornar-se monge. Durante seu estudo, sempre o acompanhava a pergunta: "Como posso conseguir o amor e o perdão de Deus?". Lutero foi descobrindo ao longo dos seus estudos que para ganhar o perdão de Deus ninguém precisava castigar-se ou fazer boas obras, mas somente ter fé em Deus. Com isso, ele não estava inventando uma doutrina, mas retomando pensamentos bíblicos importantes que estavam à margem da vida da igreja naquele momento.
Lutero decidiu tornar públicas essas idéias e elaborou 95 teses, reunindo o mais importante de sua (re)descoberta teológica, e fixou-as na porta da igreja do castelo de Wittenberg, no dia 31 de outubro de 1517. Ele pretendia abrir um debate para uma avaliação interna da Igreja, pois acreditava que ela precisava ser renovada a partir do Evangelho de Jesus Cristo.
Em pouco tempo toda a Alemanha tomou conhecimento do conteúdo dessas teses e elas espalharam-se também pelo resto da Europa. Embora tivesse sido pressionado de muitas formas - excomungado e cassado - para abandonar suas idéias e os seus escritos, Lutero manteve suas convicções e suas idéias atingiram rapidamente o povo. O Movimento da Reforma espalhou-se pela Europa.
Em 1530 os líderes protestantes escreveram a "Confissão de Augsburgo", resumindo os elementos doutrinários fundamentais do luteranismo.
Em 1546, no dia 18 de fevereiro, aos 62 anos, Martinho Lutero faleceu.
Finalmente, em 1555, o Imperador reconheceu que haviam duas diferentes confissões na Alemanha: a Católica e a Luterana.

500 anos da Reforma Luterana

A Rosa de Lutero


A cruz preta no centro da rosa, lembra que em Jesus o próprio Deus vem ao nosso encontro, sacrificando sua vida e vencendo o poder da morte em nosso favor, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16).
O coração vermelho, significa que Cristo agiu na nossa vida através da cruz. A nossa vida recebe um novo sentido. Ele é o mais importante. A partir dele todas as coisas e pessoas recebem seus devidos lugares e seu valor. O coração nos faz recordar que é pela fé que somos justificados. A cor vermelha é símbolo do amor que se doa e reparte. Assim como Cristo nos amou, também os seus se amam uns aos outros. Assim como Cristo serve aos seus, eles servem uns aos outros, cada qual conforme o dom que recebeu (Gálatas 6.2).
As cinco pétalas brancas assinalam que, pela fé, atuante em prol da justiça e da paz, temos alegria, consolo e paz com Deus, conosco mesmos e uns com os outros. Quando a cruz de Cristo tem lugar em nossa vida, ocorre uma transformação. O reino de Deus se faz presente com todas as suas promessas.
O fundo azul lembra o céu e aponta para a fidelidade de Deus. Deus está conosco. Em Cristo ele nos veio salvar e unir em comunidade. Podemos viver com e para Deus, como sinais de seu reino, já aqui e agora. A cor azul é também esperança no futuro, pois lembra a eternidade.
O anel dourado lembra o ouro, metal mais precioso. Este anel representa as dádivas que recebemos através da cruz e ressurreição de Jesus. Pela fé recebemos perdão, comunhão, esperança, sentido de vida, o pão de cada dia... Aponta também para aquilo que, na eternidade, nos será dado: alegria sem fim, satisfação de todas as nossas necessidades e anseios. Então veremos, face a face, aquele no qual temos crido.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A face jovem de Deus: Jesus Cristo

Os Evangelhos falam muito pouco da infância e juventude de Jesus. Segundo vários relatos ele nasceu numa cidade pequena, Belém, mas nesta cidade não pôde nem aprender a andar, teve que seguir em fuga com os seus pais para o Egito, pois a sua vida corria perigo. Passados alguns anos deu um grande susto nos pais. Após uma grande festa na cidade de Jerusalém Ele sumiu e só foi encontrado três dias depois. Os pais, após percorrerem delegacias, hospitais e casas de parentes, o encontraram no Templo. A mãe, assustada, pergunta: "Filho, por que fizeste assim conosco?" Uma reação imediata natural depois de um longo período de busca. É a censura de uma mãe extremamente preocupada. Porém, ao encontrarem-no, maravilharam-se por vê-lo no meio de doutores falando das grandezas de Deus (Lc 2.4). Quando alcançou mais uns anos, abandonou a profissão de carpintaria herdada de José e lançou-se em busca do seu destino. Andou por vilas e cidades e chamou outras pessoas, alguns bem jovens, formou sua galera, uma turma bem animada, com diferentes pensares e vocações, para o cumprimento de sua missão: salvar o mundo. Nessa nova caminhada alcançou muitas pessoas, grandes amigos, mas também inimigos mortais. Vários são os relatos de questionamentos feitos as autoridades políticas e religiosas. Na relação familiar, nem sempre aceitava os conselhos da mãe. “Não preciso que a Senhora diga o que devo fazer”. Na relação com situações de corrupção e negociatas interveio com voz e gestos precisos, expulsando da praça muitos cambistas, gente de má-fé. Isto porque os valores da casa de Deus estavam absolutamente deteriorados. Não foi um “conformista desse século”, mas reivindicou seus ideais e idéias frente à insegurança humana. Colocou-se ao lado dos mais fracos, marginalizados e pecadores e, contra moralismos, pediu para atirar pedras àquele que não tivesse pecado. Observa-se que suas reivindicações e questionamentos, bem fundamentados, não buscavam benefícios próprios, mas em prol dàqueles privados de dignidade. Sem dúvida, um jovem audacioso, questionador como muitos, que tem no coração inconformado o desejo profundo de mudanças, não somente com belos discursos, mas, principalmente, com gestos e atitudes de amor capazes de revolucionar o mundo. Com esse lado bem humano e divino manifestado em milagres e curas tornou-se popular. “Notícias suas se espalhavam por todo o país e pelas regiões vizinhas”, mas sempre manteve a humildade chegando, inclusive, a lavar os pés de seus discípulos. No entanto, a fama lhe trouxe aspectos negativos, sendo acusado de andar em más companhias, de ser um comilão e beberrão. Além disso, foi desafiado a fazer coisas absurdas, coisas de jovens, transformar pedra em pão, pular do lugar mais alto do templo, mas saía dos desafios com sabedoria, ou seja, foi um jovem como tantos outros, que, para além dos desafios e estresses cotidiano, também gostava de praia, de andar de barco e era bom de pesca. Jovens, nosso Deus se revela jovem em Jesus Cristo. A proposta de Deus para o jovem de hoje é a mesma, ou seja, não ser um conformista com esse século, mas transformado, uma voz ativa na luta pelo bem estar da criação, pois vivemos uma época marcada pelos “rebeldes sem causa”, sendo que tem muitas causas justas sem rebeldes. Quais causas, situações precisam de rebeldes, questionamentos em nosso contexto? Quais causas são vazias de sentido e não merecem a nossa rebeldia?
 P.Edelcio Tetzner – Pastor da IECLB em Resende/RJ